As aventuras do gajo da flor 2

As roupas do gajo da flor enxugaram depressa no sol do porto, agora dava-se por contente por ter trazido calças de ganga em vez de ter roubado as calças de yoga da irmã. A durabilidade do tecido em condições adversas jogaria a seu favor no longo prazo, mesmo baixando o appeal perante a comunidade. Antes odiado e vestido do que amado mas com a genitália a esfregar-se contra as intempéries. ...

maio 15, 2013 · 4 minutos

As aventuras do gajo da flor 1

Seria por volta do meio dia quando o barquinho do gajo da flor chegou ao porto de Belruf. O céu brilhava e as gaivotas circundavam os pescadores, untados de vísceras de fauna marinha. A paisagem olfativa complicava-se sobretudo pela total ausência de rinite, resultado da instilação de quantidades indústriais de água salgada pelas narinas nos últimos dias. Este não era o cenário que o gajo da flor esperava que o cumprimentasse no início das suas aventuras, no entanto, em território totalmente desconhecido, necessitava de obter alguma informação, um mapa, um pão de ló, algo que lhe desse algum sentido de orientação e um objectivo. Esse mesmo pensamento relembrou-lhe as advertências dos irmãos para não ir à aventura sem um objectivo definido, sem uma donzela para salvar ou um caminho bidimensional no qual tem que se terminar no fundo direito do ecrã. Com uma lágrima no olho e saudades de caril, o gajo da flor ajoelhou-se nas tábuas molhadas do porto enquanto gemia. ...

março 11, 2013 · 4 minutos